Rio de Janeiro, 24 de janeiro de 2019

Salão de jogos

Espaço valoriza o condomínio e é uma ótima alternativa de entretenimento para os moradores, mas o síndico precisa tomar precauções para evitar transtornos e prejuízos
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Gabriel Menezes

Seja por uma questão de comodidade ou uma solução eficaz para se resguardar diante do alto índice de violência que assola a maioria das cidades brasileiras, muitos condomínios residenciais vêm investindo em alternativas de entretenimento em que os moradores possam se divertir sem precisar sair para as ruas. Dentre essas opções, o salão de jogos – tanto para os adultos quanto para as crianças – está entre os mais populares nos dias de hoje. Ele agrada a diferentes tipos de público e pode ser uma forma eficaz de promover a integração entre os condôminos. No entanto, para evitar que o que foi feito para trazer alegria se transforme em motivo de aborrecimento, o responsável pela administração precisa tomar alguns cuidados rotineiros referentes a esse espaço.

De acordo com o Código Civil Brasileiro, cabe ao síndico, por exemplo, a obrigação de diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns do condomínio. Ou seja, caso ele não cumpra essa função adequadamente e a sua negligência acabe resultando em prejuízos materiais e, numa hipótese ainda mais grave, provoque um acidente com algum dos moradores, ele poderá ser responsabilizado. E as punições podem variar desde a sua destituição do cargo, por meio da convocação de uma assembleia extraordinária, e até mesmo chegar a um processo criminal, dependendo da seriedade do que tiver ocorrido.

Administrado pela APSA, o Condomínio Reserva Botafogo, no bairro de Botafogo, por exemplo, possui uma ampla área destinada ao lazer e entretenimento dos moradores. Ela inclui, além do salão de jogos, uma sala de estudos, cinema, academia, piscinas, ofurô, sauna, parquinho infantil e salões de festas. O salão de jogos especificamente é constituído por um equipamento chamado air game – uma espécie de hóquei de mesa -, uma mesa de totó (ou pebolim, como chamam os paulistas) e uma mesa de ping-pong. Em outro ambiente, estão disponíveis duas mesas de carteado e uma de jogo de sinuca. “Toda a área recebe limpeza diariamente e a manutenção é feita com frequência. Todas as vezes que temos algo danificado, o reparo é realizado por um funcionário encarregado e capacitado somente para a manutenção geral”, explica a síndica do condomínio, Alice Oliveira.

Ela acrescenta que existem regras de utilização do espaço para garantir que não ocorram problemas de comportamento e prejuízos materiais para todos. “A academia, a sala de estudos e a sala de jogos ficam trancados e o morador, sempre que for utilizá-los, deve pegar a chave na portaria, deixar o seu nome e apartamento anotados e, quando terminar, devolvê-la ao funcionário responsável.  Além disso, todo os ambientes são monitorados por câmeras de segurança, então conseguimos saber exatamente o que se passa em cada um deles”, frisa Alice.

A síndica ressalta que o salão tem uma grande frequência de utilização pelos condôminos: “Além de ser um conforto, é uma maneira de ajudar na integração entre os moradores”, ela opina.

Ocupação para as crianças e tranquilidade para os responsáveis

Já no Condomínio Aquarela Península, na Barra da Tijuca, existe uma sala de jogos voltada apenas para a criançada. A área, além das poltronas e da TV, conta com mesinhas para desenhar, massa de modelar, vídeo games e uma bancada com brinquedos e objetos infantis como lápis, tinta, giz de cera, papéis e livros.

De acordo com o gestor do condomínio, Adilson Santos, o espaço é voltado para o uso exclusivo de crianças de até 10 anos, sendo que as menores de 8 só podem entrar acompanhados por um responsável. Além disso, existem regras definidas para a utilização, a começar pelo horário de funcionamento: diariamente das 8h às 22h. “Entre as proibições no interior da sala, estão a do uso de sapatos, a presença de animais domésticos, a permanência de objetos pessoais dos moradores – a título de guarda ou empréstimo, para uso comum do residencial -, e sentar ou ficar em pé nos móveis e no balcão, por motivo de segurança. Além disso, o responsável pela criança ou ela própria deverá sempre guardar os brinquedos nos seus respectivos lugares antes de ir embora”, afirma o gestor.

Segundo ele, o local passa por uma verificação diária e, quando necessário, são realizadas substituições ou o conserto de algum aparelho ou brinquedo que apresente problemas. “Na minha opinião, a principal vantagem de se ter um salão de jogos voltado para crianças no condomínio é possibilitar que os pequenos interajam com outros da sua idade, ajudando no desenvolvimento físico e emocional, além de começarem desde cedo a aprender a viver em sociedade. Fora tudo isso, é também uma forma de os afastar um pouco dos smartphones, que têm consumido bastante tempo nesses dias de hoje”, frisa Adilson.

E, para aqueles síndicos que pretendem viabilizar um espaço parecido nos seus condomínios, ele oferece algumas recomendações: “A primeira coisa que eu digo é que é essencial criar um ambiente seguro, com brinquedos apropriados para a faixa etária. Deve-se sempre, também, dar preferência a peças feitas com materiais de plástico resistente e sem pontas e arestas. Com relação à mobília, é importante que ela tenha um tamanho apropriado, com os brinquedos ao alcance das mãos, para evitar que as crianças subam em algo para pegá-los. É interessante, ainda, que o piso seja emborrachado, para o caso de alguém tropeçar e cair”.

Salão de jogos valoriza o condomínio

O salão de jogos é um espaço que valoriza os imóveis de um condomínio e pode ser um fator decisivo para que uma pessoa decida fechar um negócio ou não. De acordo com Sanderson Fernandes, diretor da Avanço Realizações Imobiliárias – empresa que tem condomínios residenciais entre os seus projetos – os empreendimentos construídos com salões de jogos são, geralmente, voltados para um público mais jovem que possui filhos e que gosta de se reunir para se divertir com os amigos e parentes. “A maioria dos empreendimentos atuais da nossa marca tem salão de jogos e PUBs integrados para que as famílias possam interagir, tanto as crianças quanto os adultos. Não existe um padrão básico para esse ambiente. Ele varia de acordo com o projeto. Temos sim variações de configuração do layout em função do espaço físico e dos elementos decorativos. Mas, o conceito é sempre mantido em todos eles”, explica o profissional.

Segundo ele, existem elementos que são praticamente obrigatórios e valorizam ainda mais o espaço. “Entre os queridinhos dos moradores, estão a mesa de bilhar, a mesa de carteado e o pebolim ou totó. Além disso, revestimentos especiais que traduzam o clima e que garantam uma sintonia dos moradores com o espaço sempre são bem-vindos”, destaca Fernandes.

Ele acrescenta, ainda, que é preciso seguir alguns requisitos básicos para se conceber o ambiente. “Buscamos espaços com bastante circulação para não prejudicar os competidores das partidas. Além da arquitetura e do mobiliário, é essencial evitar quinas que possam ser perigosas”, conclui o executivo.

 

ATRATIVOS POPULARES PARA SE DIVERTIR EM GRUPO

AIR GAME – Uma espécie de jogo de hóquei de mesa, o equipamento pode ser utilizado por duas pessoas simultaneamente. No mercado, é possível encontrar o atrativo por valores que vão de R$ 600 até R$ 7 mil.

TOTÓ – Também conhecido como pebolim, o atrativo é o queridinho de pessoas de diferentes idades e pode ser jogado por até quatro pessoas ao mesmo tempo. Os preços nas lojas variam, geralmente, de R$ 700 a R$ 2000, dependendo do modelo escolhido.

TÊNIS DE MESA – O popular ping-pong, o equipamento pode ser encontrado nas lojas nos mais variados tamanhos, por preços a partir de R$ 200.

SINUCA – Outro atrativo que faz a festa de pessoas de todas as idades, a mesa de sinuca, também, pode ser encontrada nas lojas nos mais variados tamanhos, modelos e preços.

JOGOS DE TABULEIRO – Uma opção sempre bem-vinda e que costuma ser muito popular, os jogos de tabuleiro têm a vantagem de demandarem um espaço menor para as brincadeiras. Modelos como Banco Imobiliário e WAR possuem legiões de fãs de todas as idades.

 

Recomendações e dicas sobre os salões de jogos em condomínios:

  • É importante que sejam criadas regras de utilização do espaço para garantir que não ocorram problemas de comportamento e prejuízos materiais, que, no fim das contas, afetam a todos os moradores do condomínio.

  • Deve ser verificado com frequência o estado de conservação dos equipamentos e brinquedos para, quando seja necessário, eles possam ser trocados ou consertados antes que alguém acabe se machucando.

  • O ambiente deve ter bastante espaço de circulação para não prejudicar os competidores das partidas. Além da arquitetura e do mobiliário, é essencial evitar quinas que possam ser perigosas.

  • PUBs ou bares integrados ao espaço são uma ótima pedida para unir amigos e parentes de diferentes idades. Revestimentos especiais que traduzam o clima e que garantam uma sintonia dos moradores com o espaço, também, sempre são bem-vindos

  • Quando o local for voltado para o uso exclusivo das crianças, deve-se sempre dar preferência a materiais feitos de plástico resistente e sem pontas e arestas. Com relação à mobília, é importante que ela tenha um tamanho apropriado, com os brinquedos ao alcance das mãos, para evitar que os pequenos subam em algo para pega-los.