Rio de Janeiro, 23 de maio de 2019

Nota 10 em apresentação

Uso de uniforme em condomínios dá senso de organização e ainda colabora na segurança Continue lendo

materia 10
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Cintia Laport

 

Quando um visitante chega num condomínio a primeira imagem que se tem daquela comunidade é a sua portaria, certo? Seu estado de conservação, decoração e limpeza… Em parte, sim, mas o fato é que na portaria há o porteiro e a sua apresentação pessoal conta e muito para essa primeira boa impressão. Diante disso é cada vez mais comum o investimento do síndico na adoção de uniformes para os funcionários que trabalham no condomínio. Uma medida que não apenas colabora diretamente na construção dessa imagem positiva, mas também na identificação profissional tanto para moradores quanto para terceiros. No final, todo mundo ganha.

 

Avalie a atividade antes de definir o modelo ideal

A utilização de uniformes dentro de condomínios não é exigida por lei, mas pode variar de acordo com a Convenção própria de cada edifício. Caso seja uma iniciativa adotada pelo condomínio, no entanto, as vestimentas deverão ser fornecidas gratuitamente pelo próprio condomínio. É o que diz os artigos 166 e 458 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e também a Norma Regulamentadora n. 6 do Ministério do Trabalho.

Luciana Schneider é diretora de uma empresa que trabalha com uniformes e garante que só vê benefícios na adoção dos trajes profissionais. “Facilita a comunicação, já que faz a correta identificação do funcionário e do condomínio, além de trazer conforto e até melhoria na auto-estima do trabalhador. O funcionário encara também como um cuidado ao seu bem-estar e acaba literalmente vestindo a camisa”, declara. Ao síndico, uma recomendação na hora da entrega do uniforme: ele poderá solicitar a assinatura de um recibo de recebimento por parte do empregado, onde poderá haver o detalhamento das características das peças e sua quantidade, por exemplo, responsabilizando-o pela guarda e conservação durante o exercício das suas atividades.

Para não errar na hora de definir as peças que irão compor o uniforme da sua equipe, no entanto, é importante levar em consideração as diferentes atividades realizadas pelos funcionários. Sua rotina está mais relacionada ao atendimento do público ou no desempenho de atividades que exigem maior esforço físico? Para cada função, com certeza, há tecidos e modelos mais adequados que irão contribuir no desempenho das suas funções com maior comodidade.

Para quem trabalha na portaria, por exemplo, o uso de camisa e calça social são as escolhas mais comuns, e neste caso o ideal é optar por um tecido que não amasse facilmente, como um 100% algodão ou mesmo um tecido misto. Já para quem atua na manutenção, o recomendável é seguir na direção de tecidos mais resistentes, como o brim para as calças, e camisas de malha, jalecos ou blusas pólo. Para aqueles que trabalham em serviços gerais, a melhor opção é o uso de um tecido de fácil secagem e que absorva umidade, como a sarja. Neste caso, a unidade que fará a correlação entre todos esses modelos distintos de uniforme pode estar na cor e ainda na aplicação de um logo ou simplesmente do nome do condomínio sobre eles.

Manutenção e troca regular de peças

Segundo a lei, é recomendável que o empregador forneça uma “quantidade razoável” de peças ao funcionário, de forma a garantir sempre uma boa apresentação sem prejuízos ao usuário na hora da higienização do uniforme.  O mais comum, neste caso, é fornecer de dois a três kits de peças por funcionário, além de um calçado, caso o sapato também faça parte do traje profissional. Há síndicos, no entanto, que estabelecem regras para o calçado ideal para compor o uniforme, mas não o fornecem. Neste caso, é importante que se descreva as características básicas do sapato para evitar disparidades.

Outra dúvida bastante discutida é em relação ao tempo necessário para a troca do uniforme por novas peças. “Nós recomendamos que as peças sejam revistas a cada seis meses para verificar a necessidade da troca. No entanto, é preciso ficar atento àqueles que executam trabalho de limpeza, por exemplo, que por ser mais pesado acabam sofrendo maior desgaste do material”, esclarece Luciana, que ainda alerta para a questão da mudança das estações do ano. “No verão o funcionário de portaria pode usar camisa social de manga curta e no inverno camisa social de manga longa. Assim como o funcionário de faxina e manutenção no verão pode usar bermuda de brim e no inverno calça de brim”, sugere. Desta forma, ainda que no Rio de Janeiro as estações do ano não impactem de forma extrema nas mudanças de temperatura, o conforto e o bem-estar dos funcionários deve sempre sempre priorizados.

Os defensores do uniforme também são unânimes quando citam a segurança como um dos maiores benefícios da vestimenta profissional unificada. Luciana Schneider concorda: “A padronização transmite a ideia de organização, além de possibilitar a identificação imediata do funcionário.” Mas atenção: é aconselhável a proibição do uso do uniforme fora do horário e local de trabalho, mesmo logo depois do cumprimento da jornada. Esse item, no entanto, deve fazer parte do recibo a ser assinado pelo funcionário no momento do recebimento das peças.

 

Dicas para caprichar na apresentação pessoal, além dos uniformes

  • Mantenha as roupas e os sapatos impecáveis;

  • Os cabelos devem ser mantidos sempre limpos e bem cortados. Homens com barba e/ou bigode devem mantê-los sempre bem aparados;

  • Para quem pinta o cabelo, mantê-lo sempre com a raiz retocada;

  • Mantenha as unhas sempre cortadas, lixadas e limpas;

  • Tome cuidado com a pele para que ela esteja sempre limpa e com aparência saudável, pois higiene é fundamental;

  • Atenção com os dentes e, principalmente, com o hálito;

  • Evite perfumes muito fortes, optando sempre pelos mais suaves e sem exagerar na dose.