Rio de Janeiro, 13 de janeiro de 2017

64° Encontro da ABMI

APSA foi a anfitriã do encontro anual, no Rio de Janeiro, reunindo especialistas do mercado imobiliário de todo o país Continue lendo

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Izabele Caldas

Nos dias 3 e 4 de novembro ocorreu no Hotel Windsor Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, o 64° Encontro da Associação Brasileira do Mercado Imobiliário (ABMI). Nesta edição, a APSA foi a anfitriã da reunião, que trouxe empresários das administradoras associadas para discutir sobre as transformações do mercado e assistir a palestras relacionadas ao tema.

O primeiro dia foi aberto com a apresentação da agenda das atividades. O presidente da ABMI, Pedro Fernandes, deu as boas-vindas aos convidados e fez seus agradecimentos à APSA pela recepção na cidade do Rio de Janeiro, além de destacar a sua importância dentro do grupo e frisar sobre a necessidade desta interação para o crescimento dos negócios de todos os presentes.

Pedro abordou temas como a necessidade de resiliência no atual momento do país, onde se vive uma intensa crise, e como é desafiador para o mercado imobiliário manter-se nestas circunstâncias. Segundo ele, é fundamental manter-se atualizado e buscar se adaptar às constantes mudanças, desde tecnológicas a perfis de cliente. ”Fomos muito bem recebidos pela APSA, o que é gratificante, já que a empresa é referência para a Associação e para o mercado imobiliário brasileiro, então esperamos sair deste encontro com as melhores soluções, estruturas e modelos de negócios, para um mundo que se transforma tão rápido diante de tantas tecnologias. Estamos também muito otimistas com relação ao próximo ano que tende a ter juros mais baixos e um PIB maior, o que torna o ambiente mais competitivo”, complementa.

Dando seguimento ao encontro, o Diretor Adjunto Tesoureiro da ABMI, Ronald Schneider, bem como o Diretor de Administração Condominial, Marcio Schneider, o primeiro também membro do Conselho Societário e o segundo do Conselho de Administração da APSA, deram as boas-vindas aos presentes e falaram sobre as expectativas do encontro e nos benefícios pela troca de experiência. ”É a terceira vez que a APSA recebe o evento, e ao longo dos anos todas as empresas cresceram muito, dando oportunidade de dividir experiências e novidades entre todos, além de dar aos novos associados a chance de conhecer a APSA, o que é um ponto importante na reunião. Esse encontro é tão relevante, que em cidades menores chega a tomar grandes proporções, pois a essência da ABMI é justamente o compromisso de envolver seus membros numa troca, sendo possível dividir melhores práticas e conhecimento”, comemora Ronald.

Para Marcio, reforçar laços de relacionamento com o mercado nacional e o conhecimento de vivências de outros estados é fundamental para melhorar o relacionamento com o cliente, e afirma que estão trabalhando em melhorias para o mercado. Conta que, apesar da crise que o país atravessa, foi possível manter-se firme neste cenário e já aponta de forma positiva para o próximo ano: ”Há a expectativa de crescermos ainda mais, apesar de barreiras econômicas, pois esse ano conseguimos superar as dificuldades com muito trabalho, e a tendência é continuarmos nesse passo para atingirmos ainda mais sucesso no próximo período”, diz.

Governança Corporativa e tecnologia

Para mostrar um pouco mais sobre os processos da APSA, o diretor-superintendente da empresa, Fernando Schneider, explicou a sua estrutura de gestão e como se mantém há tanto tempo no mercado, primando pela parceria na tomada de decisões e na transparência dos processos. Ao lado do também diretor-superintendente, Leonardo Schneider, falou sobre a Governança Corporativa, que envolve a gestão lidando com o relacionamento entre os diferentes stakeholders: sócios, diretoria, conselho de administração,  órgãos de fiscalização, controle e demais partes interessadas.

Os diretores explicaram e responderam perguntas sobre o funcionamento da estrutura familiar dentro da empresa, das questões de hierarquização e de como é importante ter a capacidade de tirar aprendizado das mais variadas situações, até mesmo de brincadeiras de criança e da mentalidade dos jovens da nova geração, mais antenados à tecnologia e à nova maneira de fazer, ressaltando as vantagens do Conselho Familiar. ”A governança corporativa é um diferencial da APSA desde 1998, e é dividida em patrimônio, empresa e família, primando por eqüidade, responsabilidade corporativa e prestação de contas.  Buscando vantagens competitivas no mercado, cremos nesse modelo para qualquer empresa familiar, considerando, é claro, as mudanças de gerações, que sempre veem para colaborar”, afirma Fernando.

Direito Imobiliário em pauta

Também houve espaço para contar sobre as novidades que a APSA está implementando para o benefício dos seus usuários, como a modernização do site, que está mais interativo através da criação da pasta de prestação de contas digital. Nele, o usuário a partir de agora tem acesso a todas as informações do seu condomínio e imóvel. Outro lançamento é o aplicativo para celular, que tem por objetivo aproximar ainda mais o usuário da empresa, trazendo mais interatividade e rapidez no atendimento. ”O site já está totalmente adequado ao que o mercado demanda em termos de acessibilidade e modernidade, o que se torna um fator decisivo para qualquer empresa que pensa no futuro”, conclui Fernando.

Para falar sobre Intermediação Imobiliária pela ótica do Código Civil, o desembargador Sylvio Capanema discorreu de forma bem humorada acerca das particularidades atuais do ramo, como, por exemplo, da necessidade de contar com profissionais especializados no assunto para garantir linearidade nas transações e menos erros. Afinal, segundo ele, trata-se de uma área bem específica e com burocracias que acabam dificultando o processo de aquisição ou aluguel do imóvel, o que demanda experiência.

O desembargador também citou a tecnologia como uma força motriz para os novos caminhos do Direito, pois dá um novo viés na condução dos processos. Capanema acredita que é preciso ficar atento, pois ela também poderá representar riscos ao mercado, já que automatiza os procedimentos, e há situações que precisam de critérios para serem desvendadas, além de afastar as partes interessadas.

O primeiro dia do encontro foi finalizado por Pedro Wähmann, presidente da Câmara Brasileira de Comércio e Serviços Imobiliários e do Secovi Rio, que levou o enfoque da sua palestra para as estratégias de atuação política dos Secovis. Com o objetivo de defender o ambiente de negócios, levantou as principais questões judiciais envolvendo fiadores e as medidas sugeridas para melhorias nesse setor, além de falar sobre os 54 projetos de lei que envolvem condomínios, sendo 11 no Senado e 43 na Câmara dos Deputados, propondo melhorias das mais variadas ordens dentro do tema.

O Rio e o legado olímpico

O destaque do segundo dia do encontro ficou por conta da presença de Joaquim Monteiro e Roberto Ainbinder, respectivamente, presidente  e diretor da Empresa Olímpica Municipal, que conversaram com o grupo sobre o que ficou de legado para a cidade com o término dos jogos olímpicos na cidade do Rio de Janeiro. Destacaram, entre todas as benfeitorias, a criação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), a linha 4 do metrô chegando até a Barra da Tijuca, o Boulevard Olímpico e o Porto Maravilha, que são frutos da revitalização da Zona Portuária, trazendo mais segurança e o trânsito frequente de pessoas, tornando  o lugar menos ermo.

A dupla explicou que, atualmente, há 27 atrativos culturais naquela região, entre eles o Museu de Arte do Rio e o Museu do Amanhã. Ambos, locais preferidos de cariocas e turistas de todas as partes do Brasil e do mundo, comprovando que a cidade tem outras formas de diversão e arte, não só ligadas ao samba e ao futebol.

Joaquim demonstrou ainda que o legado não é apenas esportivo, mas principalmente social. Das nove arenas existentes hoje, duas serão desmontadas e se transformarão em quatro escolas públicas; das piscinas de parques aquáticos, uma irá para o bairro de Madureira e outra para Santa Cruz, como nova opção de lazer para a população, justificando nestas iniciativas o sucesso dos jogos, que foi reconhecido mundialmente. ”O Rio de Janeiro foi palco do maior evento esportivo do mundo e a imprensa  internacional reconheceu que tivemos uma atuação econômica satisfatória. Conseguimos proporcionar mobilidade, diversão e estrutura para quem estava aqui e quem veio de outros lugares para prestigiar”, diz Roberto.

Os Encontros da ABMI são itinerantes, sendo realizados nas cidades dos seus principais associados em todo o Brasil. A agenda de 2017 ainda será divulgada. Para saber mais, acesse: www.abmi.org.br