Rio de Janeiro, 23 de março de 2014

Férias no condomínio

Que tal montar um pacote de atrações para entreter as crianças entre as paredes protegidas do seu ambiente condominial? Continue lendo

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André Luiz Barros

É só o período de férias chegar para o fluxo de crianças e adolescentes nos playgrounds e áreas comuns de condomínios crescer. E na euforia e agitação longe da escola, não tem jeito, a criançada gosta mesmo de se reunir para gastar a energia acumulada. Com o objetivo de criar mais oportunidades de diversão e ocupar os pequenos com jogos e brincadeiras, alguns condomínios têm investido nas famosas colônias de férias, uma alternativa acessível e simples para estimular a socialização ente vizinhos e disponibilizar atividades infantis em uma área segura dentro do próprio condomínio.

No condomínio mais antigo da Barra da Tijuca, o Nova Ipanema, é um coordenador de esportes que cuida há 35 anos das atividades físicas dos moradores. Carlos Eduardo Vale de Figueiredo é professor de educação física e já é uma figura tradicional por lá. Tio Carlinhos Brasil, como é conhecido pela garotada, todo ano ajuda o síndico na organização da colônia de férias. “Quando pensamos na colônia de férias levamos em consideração o que o condomínio nos oferece. Temos o privilégio de ter um espaço físico amplo, o que nos permite diversificar as opções de recreação”, destaca Carlos Eduardo.

Segundo ele, podem se inscrever no projeto, crianças de 3 a 12 anos de idade. As atividades são divididas por faixas etárias, o que facilita o desenvolvimento dos exercícios. No Nova Ipanema é possível fazer aulas de futebol, vôlei, natação e artes, como desenho e teatro. Para finalizar a temporada, os participantes do projeto fazem um passeio ao shopping e assistem a um filme no cinema.

A equipe que cuida do projeto soma 10 profissionais, entre professores de educação física, educadores infantis e recreadores. Os moradores abraçaram a ideia. “Registramos uma média de 80 crianças todos os anos no projeto. Este é um número relevante e que nos impulsiona a fazer a manutenção da iniciativa”, comemora o coordenador.

Este ano a novidade são os brinquedos infláveis que prometem animar a galerinha. Para participar, os pais precisam inscrever seus filhos, efetuando o pagamento das atividades de interesse na secretaria do condomínio. A partir daí, o inscrito ganha uma camisa customizada e é só conter a ansiedade e esperar janeiro chegar, quando as atividades começam oficialmente. Crianças de fora do condomínio também podem participar desde que indicadas por um morador. “A integração das crianças no período de férias é fundamental. Com as atividades elas aprendem a respeitar mais as regras do próprio condomínio e da vida. Além disso, muitas amizades surgem nesse evento”, comenta o professor.

O coordenador de esportes, juntamente ao síndico, monitora a colônia de férias diariamente, resolve os possíveis problemas e fica em contato permanente com a equipe de médicos e enfermeiros do próprio condomínio caso surja alguma emergência.

Condomínio Legal
Denise Carvalho é diretora do Condomínio Legal. O projeto foi criado para direcionar os passos das crianças a um desenvolvimento saudável por meio da diversão sem sair do residencial, uma ideia bacana a síndicos que estão pensando em desenvolver projetos similares em seus condomínios. Formado por atividades lúdico-pedagógicas, as opções de entretenimento oferecidas contemplam oficinas que objetivam resgatar brincadeiras da infância, neutralizando o excesso da tecnologia dos vídeos games, internet e televisão. Assim, contribuem para o trabalho e desenvolvimento de habilidades importantes de serem desenvolvidas nesta fase como a coletividade, a socialização consciente, a reflexão e a independência.

O projeto é desenvolvido durante todo o ano no contra turno escolar ou com as crianças que ainda não frequentam a escola, dentro dos condomínios. Em janeiro e no mês de julho acontece a colônia de férias. Denise explica que uma das primeiras ações a serem tomadas na hora de escolher as atividades que serão oferecidas no condomínio, é realizar uma reunião com os pais que se interessam pelo projeto com o objetivo principal de levantar o número de crianças e a faixa etária delas, além de checar as áreas comuns disponíveis no local e as principais demandas das famílias envolvidas.

A maioria das colônias de férias é voltada a crianças de até 12 anos. Denise pondera que, durante as atividades, o vício pelo computador e pelo vídeo game acaba sendo deixado de lado. “Quando as crianças são envolvidas em atividades lúdicas, estimuladoras e compartilhadas, os equipamentos tecnológicos sequer são lembrados e não necessitam ser proibidos”, diz ela.

Em média o custo semanal de segunda a sexta com duração de 4 horas/dia é de R$250,00 a R$300,00. O tempo ideal é de cinco dias úteis nos períodos de férias escolares, normalmente na segunda quinzena de dezembro, janeiro e julho. O período de uma semana para a colônia de férias abre espaço para outras atividades para as crianças, inclusive viagens. O tempo de duas semanas nos dias úteis é também uma boa opção.