Rio de Janeiro, 7 de setembro de 2014

Chegou a época das flores

Aprenda a preparar o seu condomínio para a mais colorida das estações Continue lendo

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Texto: André Luiz Barros

Quando o mês de setembro se aproxima o frio começa a ficar mais brando, o clima menos seco e os jardins cheios de flores de várias cores e espécies diferentes. Nas varandas, nos quintais, nas áreas comuns de condomínios residenciais, não importa, com a chegada da primavera quase todo lugar ganha uma mudinha de planta para decorar e tornar o ambiente mais alegre.

Arlete Machado, síndica do Condomínio Delacroix, na Tijuca, fica animada quando chega a estação das flores. Para deixar o jardim tinindo durante todo o ano, Dona Arlete conta com a ajuda do jardineiro Alisson Rodrigues para fazer a manutenção das áreas verdes uma vez por semana. O Delacroix conta com diferentes tipos de plantas, de orquídeas a azaléias, além de grandes gramados e algumas árvores. Alisson explica que é no período de transição entre o inverno e a primavera que os jardins precisam de mais cuidados.

“Durante o inverno, com o sol mais baixo, é importante mantermos os jardins sem as folhas secas que comumente caem na estação. Essas folhas acabam impedindo a entrada da luz solar, prejudicando assim o crescimento da grama, por exemplo. Para estimular o crescimento da planta após o período de clima seco, e até para dar força à produção de flores, precisamos nos atentar também para a adubação da terra”, conta o jardineiro.

A paisagista Mônica Leão é especialista em jardins de condomínio. Ela ressalta a importância da contratação de profissionais qualificados para manter o jardim vivo e florido. “O perfil de jardim mudou muito nos últimos anos, e hoje, pode valorizar o imóvel em até 30%. Atualmente, as construtoras investem mais nisso, e geralmente já entregam o imóvel com o paisagismo pronto. Quem quer implantar um jardim ou já possui um, deve saber que para mantê-lo bonito é necessário um investimento permanente”, pondera.

Cada estação exige uma forma especifica de tratamento, mas é no inverno, estação que antecede a primavera, que as podas e adubações específicas são feitas, especialmente para auxiliar o desenvolvimento de um jardim bonito e florido durante a primavera. No entanto, é preciso saber que cada espécie precisa de cuidados especiais e tipos de adubação diferentes. A paisagista sugere que no início da primavera seja feita uma pulverização de inseticida, de preferência orgânica, como um reforço para a nova estação, pois é geralmente no inverno que fungos e outras pragas costumam aparecer.

De acordo com a especialista, a primavera é um excelente período para o plantio de novas mudas. “No Rio de Janeiro, de uma maneira geral, o clima é propício às plantas. Temos montanhas, florestas e o solo é muito bom. Por conta dessa combinação de clima e solo, flores como os jasmins do cabo e porcelana, folhagens coloridas e alguns tipos de capim são superadequados, além de ser uma novidade no mercado de jardinagem”, dá a dica.

Como o jardim é algo vivo, e, por conseguinte em constante movimentação, é preciso acompanhar de perto o crescimento e desenvolvimento de cada planta. As trepadeiras, por exemplo, crescem mais e como são tradicionais em grande parte dos jardins, precisam ter suas podas acompanhadas de perto pelo jardineiro. A manutenção completa deve contar não apenas com a poda, mas também com a limpeza, adubação e controle de pragas e fungos.

Quem ainda não tem um jardim em seu condomínio, mas pensa em começar a montá-lo, Mônica alerta que alguns pontos precisam ser levados em consideração nessa hora, especialmente as características das espécies ornamentais. “É preciso saber o tamanho e dimensões da copa, caule e raiz. Há  vários tipos de raízes, como rasas médias e profundas. Para pequenos jardins indicamos a dietes bicolor (moréia), camarão amarelo, odontonemas, lírios, agaves atenuattas, pequenas arvoretas (manacá de cheiro, romã). Mas tudo depende muito do espaço, incidência de luz natural, e alguns outros fatores”, orienta.

Jardim contra a dengue
No Rio de Janeiro o clima favorece as plantas, mas também o desenvolvimento e criação dos mosquitos da dengue. Muitas vezes os jardins tornam-se excelentes criadouros por descuido dos responsáveis pela manutenção. A dengue só é controlada quando os locais que viram criadouros do mosquito não existem mais. Lixo jogado inadequadamente e os famosos pratinhos que costumam ser colocados debaixo dos vasos são bons exemplos do que não fazer para contribuir para a proliferação do mosquito transmissor da doença.

O uso de pesticidas é nocivo, não para as plantas, mas para a saúde humana, pois contém substâncias tóxicas. Sendo assim, a melhor opção para afastar mosquitos e insetos de maneira saudável e ecológica é criar plantas que repelem insetos naturalmente. Mudas de lavanda, hortelã, citronela, crisântemo, manjericão e alecrim são boas alternativas.

Novidades para os jardins
No Brasil tem surgido muitas novidades para os jardins. Equipamentos de poda, cortadores de grama, adubos específicos, vasos mais leves, tesouras mais leves para uso das mãos femininas, iluminação solar, iluminação embutida em pisos e fios para uso externo, irrigação automática para grandes e pequenos jardins e composteiras caseiras, são bons exemplos de produtos sustentáveis. O preço vem caindo à medida que mais itens aparecem no mesmo seguimento. Atualmente, por exemplo, é possível instalar um equipamento de irrigação automática simples numa varanda, a partir de trezentos reais.