Rio de Janeiro, 18 de janeiro de 2018

Antena coletiva

Solução perfeita para prédios e condomínios Continue lendo

antena
tamanho do texto:

Juliana Almeida

Apesar de muito comum, a antena coletiva para condomínios ainda é alvo de muitas
dúvidas para síndicos e moradores. Com a antena coletiva, todas as TVs do
condomínio passam a receber o sinal de canais abertos VHF e/ou UHF por meio de
um cabo. Para isso, é necessária a instalação de uma única antena no topo do prédio
que faz com que o sinal seja distribuído para todos os apartamentos.

O equipamento é uma nova opção para levar uma imagem de qualidade para as
televisões, sem que isso implique em gastos, aluguel de aparelhos e uma instalação
trabalhosa. Ela vem sendo instalada com sucesso em prédios e condomínios, fazendo
com que todos os apartamentos usufruam, de graça, da qualidade de sua
transmissão.

Algumas empresas do mercado oferecem, ainda, a antena coletiva de TV por
assinatura. E este sistema é vantajoso porque dispensa as pessoas de terem suas
antenas individuais cujo custo com manutenção é maior. Tanto é que muitas
construtoras já entregam os novos condomínios com a antena de TV coletiva,
auxiliando-os em seu orçamento e dando a eles liberdade de escolha entre uma TV
aberta de qualidade e a TV por assinatura. Seja em grandes condomínios ou em prédios
menores, com poucos apartamentos, é possível ter TV aberta com sinal digital para todos
os moradores.

Muitos condomínios ainda têm as antenas coletivas recebendo o sinal analógico. Se
na sua região há a disponibilidade do sinal digital, providencie a troca, porque a
qualidade da imagem vai melhorar muito em todos os apartamentos. O sinal analógico
já está sendo desligado em algumas regiões, portanto, fique atento e realize a troca o
quanto antes.
Vantagens e Desvantagens

A maior vantagem da antena coletiva, além de poder levar o sinal digital para todo o
condomínio, é a manutenção mais barata, já que os custos podem ser rateados entre
os moradores. Outro ponto positivo é a menor quantidade de fios e cabos, e menos
antenas, ocupando menos espaço no telhado do prédio (alguns telhados, inclusive,
não tem espaço para abrigar uma antena por apartamento – nestes casos, a antena
coletiva para condomínio se torna essencial).

Muitos condomínios já se anteciparam e estão prontos para receber o sinal digital, que é o
caso do edifício Enseada do Sol, em Botafogo. O antigo síndico, Carlos Alberto Almeida,
providenciou a instalação da antena coletiva do prédio antes do término de sua
gestão. “Sabemos que até o ano que vem o sinal analógico vai parar e que só haverá
o digital. Se fizéssemos a mudança muito perto desta época íamos acabar pagando
mais caro. No prédio, muitos moradores têm TV a cabo, e alguns usam o sinal aberto
para complementar”, explica.

A instalação foi rápida. Em um dia, todos os apartamentos dos seis andares do prédio
já estavam recebendo o sinal digital. “Trocamos a antena, fizemos uma reorganização
das caixas de passagem da fiação, instalamos um amplificador e compramos um
conversor digital para a portaria”, enumera o ex-síndico, que acrescenta que o custo
da atualização foi coberto pelo caixa do condomínio.

Já a desvantagem da antena coletiva de TV por assinatura, por exemplo, é que
algumas operadoras se negam a instalar de forma coletiva já que para elas é mais
vantajoso – economicamente falando – instalar várias antenas individuais. A alegação
de algumas empresas é que a antena coletiva teria um custo muito maior, e seria
necessário que muitos moradores utilizassem o serviço para compensar o custo. Uma
recomendação importante é manter o sistema no topo do prédio fechado com cadeado
de forma que somente pessoas autorizadas tenham acesso. Isto evita que moradores
não especializados mexam nas instalações, já que os estragos causados podem
prejudicar o sinal em todas as unidades.

Para ter uma antena coletiva, o condomínio precisa ter uma tubulação específica para
sua instalação. O ideal é contar também com amplificadores de sinal, que melhoram
ainda mais a recepção via antena. Os cabos da antena coletiva vão se deteriorando
com o tempo e, diante disso, a qualidade da imagem é impactada negativamente.
Dependendo da gravidade, o condomínio inteiro pode ficar sem sinal. Por isso, a
necessidade de manutenção constante e troca de cabos conforme orientação do

fabricante. Esses serviços devem ser feitos por empresa especializada e idônea e não
pelos funcionários do próprio condomínio, que não têm capacitação para isto.

Assim como no Edifício Enseada do Sol, na maior parte dos prédios os apartamentos
recebem as transmissões através de antenas coletivas. O tipo de amplificador e o sinal
de distribuição delas são diferentes em relação aos das antenas convencionais, como
conta Edilson Tavares de Oliveira, representante da empresa Jevison Projetos de
Segurança. Segundo ele, a procura pela troca de antenas coletivas pelas que contam
com captura de sinal digital aumentou cerca de 20% na empresa em relação ao ano
passado. “Normalmente os condomínios nos procuram quando precisam liberar a
passagem do cabeamento (normalmente obstruída pelos cabos das TVs por
assinatura) ou quando o empreendimento é novo e precisam seguir um cronograma
de instalação (dada a necessidade da entrada dos moradores nos apartamentos)”,
afirma Edilson.

Como instalar
A instalação de uma antena coletiva UHF em um edifício pode custar entre R$ 2 mil e
R$ 3 mil, incluindo equipamentos e mão-de- obra. Uma vez instalada, a antena garante
a recepção de programação em alta definição de todos os canais abertos disponíveis
nos mais de 480 municípios onde há sinal de TV digital. A medida também pode ser
um complemento para edifícios que já contam com recepção de TV a cabo, pois pode
representar a oportunidade de ter a TV aberta digital com imagem em alta definição
em outros cômodos do apartamento.

De acordo com Edilson, a instalação da antena é feita seguindo os dutos pré-
instalados na estrutura do prédio ou ainda através dos shafts por onde o cabeamento
também pode ser passado. Além disso, é indispensável o uso de amplificadores,
distribuidores e TAPS (tomadas amplificadoras). Ele garante ainda que não há
diferença de sinal entre prédios de grande e pequeno porte. “As diferenças de porte
são compensadas através da instalação desses equipamentos (amplificadores e
TAPs), de acordo com a estrutura do prédio”, afirma. Nos condomínios com mais de
um bloco, o profissional recomenda a instalação de uma antena coletiva e um
amplificador para cada um deles.

Os cabos da antena coletiva não devem ser instalados junto aos cabos de energia,
pois podem gerar interferências na recepção tanto do sinal analógico quanto do digital.
É fundamental que o cabo coaxial (que distribui o sinal para os apartamentos) seja

compatível com a TV digital. É também necessário verificar se as tomadas de TV
permitem a passagem do sinal de UHF.
Esses aspectos também devem ser observados ao se considerar a compra ou o
aluguel de apartamentos. Parte dos novos edifícios já prevê espaço adequado para o
cabeamento. Dicas para condomínios na instalação da antena coletiva:
 O síndico deve buscar informações da empresa que prestará o serviço,
verificando outros serviços prestados e o tempo de garantia dos serviços;
 Deve-se solicitar um projeto de instalação e a documentação de tudo o que for
instalado. Confira o contrato de prestação de serviços verificando se está claro,
objetivo e de acordo com o que foi combinado;
 Use a internet para buscar informações sobre a empresa. Verifique se o
instalador fez curso de instalação de antenas e procure escolher os que
fizeram curso em indústrias especializadas;
 Uma antena mal instalada pode começar a se movimentar em virtude de
ventos mais fortes, o que causa a alteração na qualidade do sinal nos
apartamentos;
 Se o material utilizado na instalação não for de boa qualidade, em menos de seis
meses começarão a aparecer os primeiros problemas. O mais comum é que os
apartamentos mais baixos, que estão mais distantes do ponto de instalação da
antena, tenham dificuldades para captar o sinal.

A instalação da antena coletiva nos condomínios é obrigatória?
Não, o novo Código Civil não estabelece nenhum tipo de obrigatoriedade para a
instalação da antena coletiva. Caso não haja disposição na Convenção do
Condomínio, caberá aos condôminos, se for da vontade da maioria, discutir o assunto
na assembleia geral, para que se decida por sua instalação ou não.

Para o caso de assembleia, vale sublinhar a antena digital coletiva como um serviço
que complementa a infraestrutura do condomínio, sendo uma alternativa à recepção
da TV digital, estimulando o debate entre vizinhos que contratam o serviço de TV a
cabo e aqueles que não o utilizam. Sendo aprovada, tal despesa é caracterizada como
útil e sua aprovação depende do voto da maioria absoluta dos condôminos, ou seja,
50% + 1 de todos os condôminos, para a realização da obra.

Quando são os condôminos os responsáveis pela instalação, eles podem optar pela
distribuição do sinal para todo o prédio ou pela instalação de pontos individuais de

recepção, caso os moradores já recebam o sinal de TV por assinatura e não tenham
interesse no sinal digital da TV aberta.

Márcia Romano, síndica do edifício Opus III, em Vila Isabel, há sete anos, diz que não
houve interesse dos moradores pela instalação da antena coletiva, visto que as 18
unidades do edifício já tinham o sinal de TV a cabo. “Antigamente havia uma antena
coletiva instalada no prédio, mas com o passar do tempo e com a chegada das TV`s
por assinatura, a antena foi deixando de ser usada pelos moradores e por isso foi
retirada”, justifica a síndica.

Os edifícios mais antigos, que já possuem antena coletiva instalada, também podem
usufruir desta nova tecnologia, neste caso, a execução do serviço pode demorar de 15
dias a um mês, tudo depende da infraestrutura do local. Para isso, é necessário que o
condomínio faça uma vistoria em seu sistema para verificar resumidamente três itens:
o sistema de recepção (se existe uma antena de UHF instalada e seu estado geral,
bem como o estado geral do cabo que interliga a antena ao painel de processamento),
o sistema de processamento de sinais (painel próximo à casa das máquinas, para
verificar se o amplificador e filtros são compatíveis com o sinal de UHF digital) e, por
fim, o sistema de distribuição de sinal, constituído pela distribuição dos cabos para os
apartamentos.

Já em prédios mais novos, com até dez anos de construção, as instalações costumam
ser rápidas, em apenas um ou poucos dias porque eles já são preparados com uma
parte interna para a passagem dos fios que irão chegar a cada apartamento. Em
prédios menores, onde esse sistema se torna muito caro, o síndico pode optar por colocar
apenas a antena coletiva. Assim, cada morador vai precisar de um conversor, caso a TV
dele seja de tubo ou de plasma, fabricadas antes de 2012. Se o aparelho já for HD, basta
ligar o cabo com o sinal fornecido pela antena coletiva direto na TV.

Desligamento do sinal analógico
O desligamento do sinal analógico de televisão ocorre em razão da implantação do sistema
de TV Digital no Brasil, determinado pelo decreto 5.820, de 19 de junho de 2006. Síndicos,
administradores de condomínios e moradores devem ficar atentos para a migração do sinal
de televisão analógico para o digital. Até o final de 2018, a transmissão analógica será
desligada em grande parte do Brasil e só quem tiver acesso ao sistema digital poderá
assistir aos canais abertos. O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e
Comunicações (MCTIC) determinou que o prazo final de desligamento em todo o país

será em 31 de dezembro de 2023. A transição está sendo feita de maneira gradual, de
acordo com o prazo de mudança em cada região.